Buscando as melhores práticas em acesso IV - O que o INS estabelece?

O maior desafio em obter um acesso venoso é ter sucesso na primeira tentativa. Houveram diversos estudos realizados ao longo dos anos para tentar melhorar a eficiência em obter o acesso venoso. A maioria destes estudos fornece a média de punções realizadas até se obter o acesso venoso. Em 2005 foi realizado um estudo (nos USA) para entender os déficits no processo de obtenção do acesso venoso. O número médio de tentativas foi de 2.4 sendo que o número de punções nesse estudo variou entre 1 a 14 tentativas (nos piores casos)4. Em outro estudo a média de tentativas necessárias chegou a 2.95. E no Brasil? Não encontramos estudos referentes a tais dados. Em Pacientes pediátricos os números são ainda piores. Em outro estudo realizado nos EUA em 2005, com pacientes pediátricos, a média documentada de punções foi de 6.6 O desconforto e sofrimentos destas crianças é o suficiente para demonstrar a necessidade de desenvolver novas habilidades e métodos mais eficientes para acesso IV.

A redução de tentativas resultaria na redução da dor e em um incrível aumento no nível de satisfação dos pacientes e familiares.

O Infusion Nurse Society (INS) estabeleceu o padrão para obtenção de acesso venoso, nos Estados Unidos. O padrão de práticas do INS em 2006 incluiu muitos procedimentos que foram testados e aprovados em ambiente clínico. A regra standard 42 recomenda até 2 tentativas de punção periférica por paciente7.Excedendo este número, o enfermeiro deve parar e chamar um segundo enfermeiro para a nova tentativa. Sabemos que este conselho não é seguido no Brasil, o que com certeza deriva em inúmeras tentativas e erros em punções IV, principalmente em pacientes DAV (difícil acesso venoso). O fracasso em obter acesso vascular na primeira tentativa pode resultar em um atraso do tratamento em até 25% dos pacientes8. Os resultados deste cenário podem levar a mais complicações e ainda mais hospitalização, com consequente aumento de custos e de insatisfação.


Note que no padrão de práticas do INS de 2011, na regra standard 33 é indicado o uso de tecnologias de visualização para identificação e seleção da veia. De nossa parte incluiríamos “principalmente para pacientes DAV (difícil acesso venoso)”.

Embora o conforto e satisfação do paciente sejam os principais componentes de qualquer negócio bem sucedido de saúde, a gestão eficaz também é de importância vital. Os custos associados a punções falhas são uma grande preocupação para as instituições de saúde.

Soluções:

Dados os problemas enfrentados no acesso intravenoso periférico, uma esperança é que as novas tecnologias tornem este processo mais qualificado e eficiente. Diversas tecnologias foram introduzidas, mas, no entanto apenas duas tiveram foco em melhorar severamente a visualização das veias. Estas são o ultrassom e “o quase” infravermelho (NIR – near-infrared). Os dois tem a capacidade de visualizar as veias, porém em profundidades e visualização distintas.
O ultrassom teve um grande impacto em promover acesso venoso central, por ser capaz de visualizar a agulha sendo introduzida em veias de maior calibre, no pescoço ou em outra parte. Infelizmente para acessos periféricos, a atual tecnologia do ultrassom tem algumas desvantagens. Primeiro, é muito difícil se visualizar veias mais superficiais devido à “profundidade” habitual dos transdutores. Segundo, a visualização é bidimensional e demanda bons conhecimentos da tecnologia.

O VeinViewer é uma tecnologia reflexiva com infravermelho, uma recente inovação médica que tem resolvido problemas associados com o uso de ultrassom para acessos periféricos. O VeinViewer é produzido por uma empresa de biotecnologia de Memphis, chamada Christie Medical. A tecnologia do VeinViewer foi introduzida em 2006 e tem provado que ajuda na localização de veias, melhorando assim o acesso vascular em geral. Os maiores hospitais americanos já o utilizam e são incríveis os dados de satisfação dos pacientes e familiares.

No Brasil visite www.veinviewer.com.br e conheça a solução que já está presente em 75% dos melhores hospitais dos Estados Unidos.

Referências
 
4. LaRue GD. Efficacy of ultrasonography in peripheral venous cannulation. Journal of Intravenous Nursing 2000; 23:29-34.
5. Brannam L, Blaivas M, Lyon M, Flake M. Emergency nurses’ utilization of ultrasound guidance for placement of peripheral
intravenous lines in difficult-access patients. Academic Emergency Medicine 2004;11:1361-3
6. Bair AE, Rose JS, Kuppermann N. Ultrasound-assisted peripheral intravenous access in pediatric emergency department patients.
Academic Emergency Medicine 2005;12:107-a.
7. Infusion Nursing Standards of Practice, J Infus Nurs 2006, 29; S42-43
8. Barton, J. Improving Patient Outcomes through CQI: Vascular Access Planning. The Clinical Impact of Cost Reduction. Nurs Care
Quality. December 1998

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